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segunda-feira, 29 de agosto de 2016



TRIS(tonho)

Quem dera todas as manhãs


Tivessem sabor de maçãs


E as nuvens sob a face


Pudessem esconder disfarces...





O coração vazio, ancorado


Neste silêncio que suga a alma,


Passos sem destino, encorajado


Pela índole que vos acalma.





Lástimas enraizadas no peito


Saudade que vergasta sem jeito,


Memórias do presente alvorecer


Lamúrias que fazem carecer...





Ecos desta calada, ao vento


Sussurram no coração, [com o tempo


Como uma bordoada na fronte


Afligindo, consumindo a fonte].

Juliano V. Antunes
29-08-2016



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